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“Confiei no homem que eu conheci”

  • 12 de set. de 2019
  • 3 min de leitura

É sempre inquietante quando recebemos uma pergunta sobre algo que é difícil de explicar da escritura. Não falo de longas discussões teológicas que dividem a igreja (e que também são profundamente importantes), falo daqueles textos que trazem uma história terrível, com algum dilema moral que nos incomoda e com a aprovação ou até mesmo direta ordem de Deus. Certa vez, eu dava uma aula, e um irmão perguntou: “Como explicar textos em que Deus ordenou homicídios?” A diferença entre esse tipo de discussão e as teológicas é que, nas teológicas tenho a impressão de que nossas respostas estão mais prontas. Uma pergunta como a do irmão a mim, é diferente, eu tinha uma teologia para apresentar, e creio que muitos homens melhores do que eu já se debruçaram em responder. Contudo acho que esse tipo de pergunta exige uma resposta pessoal, em muitos aspectos, pois tem a ver com a edificação que mesmo uma palavra bíblica difícil deve trazer ao povo de Deus.

Eu também sou um fã de Harry Potter. Lembro-me que nos acontecimentos do último livro (assim sendo darei spoilers), Harry está lutando para cumprir a missão que Dumbledore antes de morrer lhe deu. Ao longo do cumprimento dessa missão, Harry vai encarando uma série de informações sobre o seu mentor. Nem todas são verdadeiras, mas elas lhe obrigam a questionar o caráter e a moral do homem que lhe parecia perfeito anteriormente. No momento em que o irmão do falecido lhe apresenta mais coisas ruins sobre ele, Harry é questionado quanto ao porquê de seguir cegamente as instruções de alguém assim. Já apertado, ele afirma: “Confiei no homem que eu conheci”.

Talvez nesse ponto, minha associação fique mais clara, não é? Não falo aqui sobre conhecer a Cristo, no sentido de tão somente ter uma clareza histórica sobre quem foi Jesus Cristo. Não é sobre memorizar 3 frases associadas a Ele (e que as vezes nem são bíblicas). Os crentes afirmam de fato conhecer a Cristo. Por diferentes experiências, em diferentes circunstâncias nos relacionamos com Jesus, e esse relacionamento se iniciou com alguma experiência de conversão em que de alguma forma Cristo se apresentou tão poderosamente que tornou-se impossível descrer. É sobre esse nível de conhecimento que falo, não o raso de um mentor, mas a profundidade de um melhor amigo.

O que proponho é que diante de um questionamento difícil, e talvez ele venha de você mesmo em face de um texto que muito o machuca na escritura, confie. Não digo apenas confie na palavra, embora ela seja certamente confiável. Nem tão pouco confie por uma obrigação, embora certamente nos coloquemos cativos a palavra de Deus. Mas eu digo: confie no Cristo que você conheceu. Um assassinato em massa, parece-me horripilante, mas eu conheci Alguém que se apresentou a mim, de maneira tão poderosa que arrancou de mim todas as minhas dúvidas. Há coisas que não sei explicar, mas eu confio n’Aquele que veio cumprir a lei, Jesus Cristo, meu Senhor, meu amigo.

P.S.: para que você não diga que não ofereci algo de teológico nisso tudo, eu observo que esses homicídios em massa, de alguma forma cumprem aquilo que vimos no Novo Testamento. Ora, os que creem, apesar de seus muitos pecados, são salvos, mas os que não creem, estão condenados, pois não creram no nome do único Filho de Deus. Assim sendo uma matança me parece uma representação do fim terrível que existe para todos aqueles que não creem. Também é morte, ainda que espiritual, ela se dá por meio de uma morte física, e atinge a todos os que já estavam mortos espiritualmente, seja nessas histórias, seja hoje. Eu sei que não é a resposta que mais desejamos ler, e certamente, como disse antes, há homens de Deus que podem explicar isso muito melhor, mas o que posso dizer é que diante de algo que ainda nos incomoda, escolha confiar em Quem te conheceu antes de tudo, e a Quem você conheceu num lugar chamado Cruz.

SDG

 
 
 

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