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O Simples e o Gênio, algumas considerações sobre o filme Yesterday

  • 4 de set. de 2019
  • 4 min de leitura

O filme yesterday está nos cinemas, tive vontade de compartilhar algo sobre o filme, pois considerei suas ideias muito bem expressas e muito corretas. É óbvio que poderíamos questionar determinados aspectos de moral e pecado que o filme aborda sem ver dessa forma (embora mesmo nesse caso, pode-se ver certo respeito), mas o ponto aqui são bons acertos da obra. Como ela propõe a reverência aquilo que foi feito por gênios, e o valor enorme das coisas normais, aqui chamadas de simples.

O filme conta a historia de um rapaz que após um acidente acorda descobrindo que embora o mundo pareça igual, alguns dos grandes ícones da cultura desapareceram, sem que as pessoas percebessem que eles haviam existido. Perceba esses momentos, pois é divertido ver ele descobrindo que algo que ele conhecia simplesmente nunca existiu. Dentre tudo o que desapareceu, estão os Beatles. Ele tem, assim, a ideia de reescrever as músicas que conhecia do quarteto de Liverpool e fazer sucesso através delas.

O primeiro aspecto para o qual o filme chama a atenção é a genialidade. Ele nos mostra que vale a pena se deliciar com algo de belo que um artista fez. Conforme o personagem vai entrando em contato com as mais celebradas canções dos Beatles, ele vai descobrindo com o público (principalmente aqueles que possam não conhecer os Beatles), o quão bonitas aquelas canções são. Tornando o conteúdo do longa, uma bonita homenagem. O filme assim nos faz perceber que a arte tem em sua beleza algo de maravilhoso, e que vale a pena apreciar. Vale dizer, encontrar a beleza da arte nos ajuda a ver a beleza da criação do Supremo Artista, nesse sentido é que fica o conselho de apreciar as coisas belas que ao longo do tempo foram feitas nesse mundo, elas também são um presente do Criador para nós.

Além disso, e mais importante, gostaria de comentar o valor dos simples. Aqui eu terei de dar spoilers sobre o fim do filme. Na conclusão, o personagem decide que não pode pegar carona no sucesso alheio, e coloca as músicas que gravou na internet para que as pessoas tenham acesso, mas não querendo receber nada por elas. Ele se retira para se casar, e ser professor de música. O ponto aqui é que ele poderia ter o dinheiro e sucesso de um Beatle moderno, mas ele sabe que aquele sucesso não é obra do seu próprio esforço. Parece-me que essa decisão tem a ver com a vocação, pois ele não queria receber pelo que não tinha mérito, mas não é só isso, tenho a impressão de que há algo a mais nisso. Ser essa pessoa simples, as vezes, pode ser um chamado. Casar-se, ter uma profissão respeitável, ter filhos, não é essa uma vida maravilhosa? E então como aqueles dois indivíduos que procuram o protagonista, e que também se lembram deles, simplesmente apreciar algo de maravilhoso que alguém escreveu, sabendo que você nunca terá esse sucesso, pode ser uma vida fantástica, sem nada dever a vida de um famoso Beatle.

Na prática, esse ponto é sobre o orgulho e a inveja. Muitas vezes procuramos coisas das quais nos orgulhar, seja uma profissão, ou um cargo na igreja, até mesmo a beleza do cônjuge, ou uma posse qualquer. E então olhamos para pessoas mais bem sucedidas nessas coisas, e as invejamos. Talvez a aparição de John Lennon, demonstre isso (e aqui fica a tristeza pela ausência dos demais, Ringo e Paul ainda surgiram de alguma forma, o último com o genial easter egg de estar descalço, mas o George nem isso). John está lá para dizer que viveu uma boa vida, não precisava ser um dos músicos mais famosos do mundo, ou um ativista naquelas causas em que se envolveu (algumas questionáveis), para ser feliz. Ele só teve uma profissão honesta, amou alguém (talvez a Yoko, vai saber), e com isso concluiu que sua vida valeu a pena.

Porém, é certo que essas coisas não são suficientes para trazer a plena felicidade à vida. A mensagem do filme, fica portanto, ausente de um ponto que nós como crentes é que preenchemos na nossa própria análise. Precisamos de Cristo, precisamos de sua graça e da paz que esta traz sobre nossas vidas. Contudo a maravilha, a qual percebemos nisso, é que não precisamos de mais nada. Não precisamos ser o mais famoso dos músicos. O maior jogador de futebol. O mais brilhante dos empresários. Lute para ser o melhor na sua profissão, pois tudo o que fazemos, nós realizamos para a Glória de Deus, mas perceba que o seu valor não se encontra em nada disso, e nada disso pode alterar a alegria que já te foi proposta. Em Cristo, em sermos filhos de Deus, encontramos toda a felicidade que necessitamos, nem mais nem menos. Assim se você se encontra frustrado quanto a algum aspecto da vida, como se por alguma razão algo faltasse, let it be. Não, melhor ainda, coloque essas questões diante d’Aquele que é fiel para receber toda a nossa ansiedade, Ele cuidará de você.

SDG

 
 
 

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