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O Ano Novo e o Ano do Jubileu

  • 31 de dez. de 2018
  • 4 min de leitura

Como um bom filho de cristãos, desde pequeno eu fui criado lendo a Bíblia. Na adolescência, vez ou outra tentei ler a Bíblia completamente. Eu não aceitava os conselhos de que deveria começar pelo NT, para mim precisava seguir na ordem em que os livros foram organizados, de Gênesis a Apocalipse. Foram incontáveis fracassos até a primeira vez que consegui. E um dos maiores agentes dessas falhas nesse objetivo, sem dúvidas, foi o livro de Levíticos.

Eram muitas leis e poucas histórias, era bem difícil manter a atenção. Mesmo depois, eu continuei a nutrir uma relação ruim com o livro, sempre que alguém me contava que estava começando uma leitura diária, eu dizia: Pule Levíticos, não vale a pena. (Deus me perdoe!) Com o tempo, aprendi a apreciar o livro e percebi que Deus diz coisas poderosas através dele. Eu gostaria de compartilhar alguns pensamentos sobre uma das ideias favoritas que encontro no livro, que está no capítulo 25, o ano do Jubileu.

Estamos vivenciando o Ano Novo. Eu sempre gosto de pensar na razão das coisas, o porquê de se fazer algo de um modo específico. A Palavra nos conta que o estabelecimento da divisão de tempo em anos no período que os contamos através do movimento de translação da terra (ou o giro do sol sobre a abóboda da terra, se você é terraplanista, mas isso não faz sentido, kkkk) vem da ordem do próprio Deus ao estabelecer todos os componentes dessas coisas no princípio. Assim também, Ele estabeleceu ao Israel antigo algumas regras sobre como viver os seus anos. Ele estabeleceu, por exemplo, que a cada 7 anos, um desses anos deveria ser dedicado ao descanso da terra. O que num mundo onde não há fertilizantes, pode ser algo muito bom. E a cada sete conjuntos desses sete anos, deveria ser respeitado o ano do Jubileu.

Nesse período, acontecia uma verdadeira anistia. Em Israel, quando um homem não tinha meios de pagar suas dívidas, elas poderiam ser pagas através da cessão das terras de sua família, bem como até mesmo a escravidão. Porém no ano do Jubileu, a dívida contraída por esse homem seria esquecida, a escravidão imposta a ele retirada, e até mesmo a terra que ele cedeu deveria ser devolvida.

Como cristãos podemos observar o Antigo Testamento como uma promessa que seria cumprida no Novo. E seus acontecimentos e escritos quase sempre apontam para o que estava por vir. Cristo. Não é diferente com o ano do Jubileu. Percebemos a mensagem Cristã em saber que tínhamos uma dívida impagável, que nos impedia de ter acesso a plenitude de um relacionamento com Deus, muito mais valioso que qualquer posse terrena. Igualmente nossa condição era de escravidão do pecado, e eterna prisão, mas quando Cristo veio, se entregou, e ressuscitou, Ele nos deu o nosso Jubileu. A condenação que pesava sobre nós terminou. A dívida foi rasgada. Nós tivemos acesso a Deus, mesmo pecadores. Fomos perdoados, e recebemos o tesouro de presentes espirituais que nunca poderíamos imaginar em nossa condição anterior.

Ano Novo é geralmente tratado como um período de meditar no que passou, e um recomeço. Isso é o que o ano do Jubileu deveria representar. Então eu te convido a iniciar o seu Ano Novo pensando no amor de Deus ao dar sua vida em Jubileu para você. Lembre-se daquele sentimento de estar perdoado que nos inunda sempre que percebemos que Cristo nos ama, e seja essa a sua maior fonte de recomeço. Que 2019 te traga mais e mais a percepção de que apesar de tudo o que você fez, Cristo te perdoou, e isso lhe traga uma meditação poderosa sobre o quanto você é amado.

Igualmente, que Cristo se torne um padrão para nós. Lembre-se ao longo desse ano, será que de alguma forma ficamos devendo a alguém, se sim que você seja capaz de pedir perdão, sabendo que pelo menos em Cristo, você pode já estar perdoado, e isso já é uma liberdade suficiente para tornar qualquer ano maravilhoso. Igualmente, lembre-se desse ano, alguém ficou a te dever? As vezes com palavras mal colocadas, ou atitudes desrespeitosas? Que o amor de Cristo abunde tanto em você que o mova a ser capaz de perdoar. Ano Novo também é aceitar perdoar as dívidas dos outros, afinal a nossa já foi perdoada sendo muito maior, e esse pode ser o ponto em que sentiremos de maneira plena o Jubileu, sentiremos plenamente a liberdade.

Finalmente, o capítulo 25 de Levíticos vem com uma nota de justificativa maior ao Jubileu, a terra não pertencia, de fato, nem a família que a receberia no Jubileu, nem ao homem que a havia comprado. O Senhor diz: “A terra é Minha”. Ele também diz que somos peregrinos na terra. Não estamos aqui por outra razão para que nossas ações sobre aquilo que pertence a Ele, O glorifiquem, e assim encontramos prazer n'Ele. Se em 2019 mais e mais nos conscientizarmos que vivemos para glorifica-Lo e todo o talento que Ele nos põe nas mãos é para servir da melhor maneira possível a Glória do Senhor, mais e mais o ano de 2019 será um ano de alegria e prosperidade em Cristo. Um ano de perdão, pois a nossa dívida foi perdoada, e de liberdade, pois Cristo nos libertou. Que seja como o ano do Jubileu!



Que 2019 seja um ano de conscientização da Glória de Deus para você. E que mais e mais o amor d’Ele se torne claro para você!

SDG


 
 
 

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