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ANDAM PERTURBANDO NOSSOS FILHOS!

  • 22 de abr. de 2017
  • 4 min de leitura

“E Jesus, chamando uma criança, colocou-a no meio deles.”

(Evangelho de Mateus 18.2)

Nestas últimas semanas ouvimos bastante a respeito de um jogo que acontece por meio digital de início, em que alguém é induzido a nele entrar, cuja saída depois se tornaria muito difícil e até impossível, uma vez que há ameaças de violência e morte. O jogo tem 50 etapas absurdas que são, como os jogadores encaram, desafios intensos. Só que o último lance é o suicídio do jogador: isso mesmo, a pessoa que começa a jogar está sendo guiada por uma trilha obscura até chegar à morte. Segundo consta, a ideia inicial do jogo seria “facilitar” a tomada de decisão de quem quer tirar a própria vida, mas ainda está vacilante.

O público que está sendo atingido por essa nova onda de morte é exatamente o público adolescente, sabidamente encaixado numa faixa etária com muitas dúvidas e questionamentos e vivendo num mundo cujas famílias normalmente têm algum nível de desajuste comportamental, além do fato de termos dificuldades de ordem social que ajudam a aumentar a problemática. Acusa-se acima de tudo gente de classe média e alta de simplesmente não ter o senso de paternidade, de não criar seus filhos e de os entregar aos cuidados de terceiros, que em geral não podem repreender ou educar no senso formal da palavra: até por motivos óbvios de serem funcionários e não pais. Isso é verdade, infelizmente, e muitas dessas vítimas estão nesse contexto. Mas não podemos nos esquecer que a falta de acolhida familiar não é algo restrita a apenas determinadas classes sociais: o que dizer de gente muito simples que lança filhos no mundo, às vezes de genitores desconhecidos e que não compõem a família mais restrita, que os manda para os sinais de trânsito e para as esquinas de esmola? Sabemos que hoje qualquer pessoa numa cidade como a nossa tem acesso a alguma forma de mídia. Esses também são contados como vítimas em potencial.

Meu amigo, o Pr. Renato Vargens, postou em seu blog esta semana um texto intitulado “A baleia azul e a triste realidade de filhos órfãos de pais vivos”, no qual ele explica que o jogo, uma vez iniciado, consiste em que a pessoa receba as orientações através de mensagens por meio eletrônico (WhatsApp, Facebook, SMS e outras redes sociais) e que “no jogo há desde tarefas simples, como desenhar uma baleia num papel, até outras muito mais mórbidas, como cortar os lábios, furar a palma da mão ou desenhar no braço com uma lâmina uma baleia. Para culminar a desgraça, o desafio mais macabro deste maldito jogo é sempre o mesmo: suicídio.” Ele continua seu post dizendo que sem querer generalizações, é levado a crer que as vítimas são filhos deprimidos de pais extremamente ausentes. Leia o texto completo aqui. Diante de tanto levante contra a família na tentativa constante de destruir o projeto divino de construção do lar, mais uma aberração bate às portas das famílias, desta vez em todo o mundo a uma só vez, já que o emprego de mídias sociais está aberto e disponível em praticamente todo lugar, com exceção – ou limitação – em Estados que vivem em constante exclusão social, como Coréia do Norte, Cuba e alguns outros.

A família e a vida humana sempre foram alvo da ira de Satanás. Guerras, barbárie, vícios, criminalidade, tortura, chacinas e, agora, baleia azul: isso não passa de uma coleção de coisas malignas que o inimigo de nossas almas impõe aos seres humanos ou simplesmente “vende” com grande eloquência a todo aquele que está em desespero de alma, em profunda solidão, em depressão profunda. Gente simples ou não, que vive momentos em que tudo parece perdido e sem sentido, para quem a morte parece ser o único ponto de fuga e refrigério. A morte às vezes pode representar o parar de uma vez por todas o que sente na alma. Alie-se isso ao fato de que a massa desconhece o amor de Cristo, e tudo caminha em direção a um desfecho muito triste. Essas pessoas precisam de ajuda e precisam acima de tudo do conhecimento do amor de Deus que chama o solitário a viver em família. Em Mateus 5 temos a narrativa de Jesus libertando um endemoniado. Interessante que esse homem estava totalmente excluído de sua família por causa das circunstâncias em que se encontrava. Quando Jesus o livra daquela prisão espiritual com reflexos físicos, ele quer seguir Jesus, mas Jesus lhe dá uma interessante orientação, que se aplica aos casos de libertação deste jogo maligno. Até o versículo 18 vemos o desfecho com a libertação e com a insistência do homem para seguir Jesus. No versículo 19 lemos: “Jesus não o permitiu, mas disse: ‘Vá para casa, para a sua família e anuncie-lhes quanto o Senhor fez por você e como teve misericórdia de você’.” Nossa oração é que Deus use cada um de seus filhos para ajudar adolescentes a jamais entrarem nesse engodo, bem como a tirar dessa vala espiritual os que ali tiverem entrado. Tudo isso só será possível com oração e intrepidez na Palavra. Ao final, esperamos que cada um deles faça o mesmo que aquele homem fez e sigam para suas famílias, anunciando-lhes quanto o Senhor fez por eles.

Renato Vargens conclui seu texto com as seguintes orientações, que repetimos aqui para a meditação e a ação de todos nós:

1- Ame seu filho e lembre-se que amor se mostra através de atitudes

2- Dedique tempo ao seu filho. Seja presente, priorize-o, vá ao cinema, ao estádio de futebol, a um parque e gaste tempo em comunhão e relacionamento pessoal

3- Seja o melhor amigo de seu filho

4- Se perceber que ele está se isolando dos amigos, da família, com um comportamento marcado pela tristeza, tente conversar com ele e, se necessário for, procure ajuda profissional

5- Procure ver com quem ele está se relacionando na escola, na internet ou em outro ciclo de relacionamento qualquer

6- Ore com e por ele.

imagem: Pretty Vectors/Shutterstock

 
 
 

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