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TEMPOS DE PÁSCOA

  • 14 de abr. de 2017
  • 5 min de leitura

“Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!”

(Evangelho de João 1.29)

Há muitas comemorações em nossos dias que costumamos chamar simplesmente “Páscoa”. Mas a Páscoa continua sendo uma festa religiosa de interesse cristão, embora venha sendo esvaziada de seu conteúdo espiritual, como ocorre com o Natal e com outras mais comemorações cristãs que vão se diluindo através dos costumes da sociedade em que estamos. A Páscoa em si é uma festa religiosa, na qual os judeus comemoram sua saída do Egito, liderados por Moisés. É uma festa religiosa, em que nós, cristãos, comemoramos a ressurreição de Cristo, que é o estabelecedor de nossa fé e aquele que final e decididamente nos fez sair do mundo e nos leva para a verdadeira Terra Prometida. A palavra “Páscoa” vem da palavra hebraica “pessach” e da grega “pascha” que significam “passagem”. Podem ter diversos significados tais como: passagem da morte para a vida, passagem de Deus para nos salvar, passagem da escravidão para a liberdade, enfim, a passagem pela qual o homem que se encontra neste mundo, passa para um novo céu e uma nova terra. A Bíblia diz que somos peregrinos e forasteiros neste mundo, ou seja, estamos de passagem por aqui.

Israel ainda era um povo escravizado no Egito, quando Moisés foi enviado por Deus para o libertar. O faraó Ramsés não quis perder o trabalho dos escravos hebreus e não quis deixá-los sair do Egito, ao que Deus começou uma série de manifestações sobrenaturais para revelar-se, não só ao seu próprio povo, descendente de Abraão, mas também para tornar-se conhecido de todos os povos da terra de então. Para culminar os atos poderosos e forçar faraó a libertar seu povo, Deus manda Moisés anunciar a morte de todo primogênito na terra do Egito (Êxodo 11.4,5). "Moisés disse: Assim diz o SENHOR: Cerca da meia-noite passarei pelo meio do Egito. E todo primogênito na terra do Egito morrerá, desde o primogênito de Faraó, que se assenta no seu trono, até ao primogênito da serva que está junto à mó, e todo primogênito dos animais.” Como proteção para os primogênitos de seu povo, Deus instituiu o método pelo qual estariam livres da morte: um cordeiro deveria ser morto, substitutivamente, e seu sangue passado nos batentes da porta (Êxodo 12.7-14). “Tomarão do sangue e o porão em ambas as ombreiras e na verga da porta, nas casas em que o comerem; naquela noite, comerão a carne assada no fogo; com pães asmos e ervas amargas a comerão. Não comereis do animal nada cru, nem cozido em água, porém assado ao fogo: a cabeça, as pernas e a fressura. Nada deixareis dele até pela manhã; o que, porém, ficar até pela manhã, queimá-lo-eis. Desta maneira o comereis: lombos cingidos, sandálias nos pés e cajado na mão; comê-lo-eis à pressa; é a Páscoa do SENHOR. Porque, naquela noite, passarei pela terra do Egito e ferirei na terra do Egito todos os primogênitos, desde os homens até aos animais; executarei juízo sobre todos os deuses do Egito. Eu sou o SENHOR. O sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; quando eu vir o sangue, passarei por vós, e não haverá entre vós praga destruidora, quando eu ferir a terra do Egito. Este dia vos será por memorial, e o celebrareis como solenidade ao SENHOR; nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo.”

Em Êxodo 12.21-28, está registrado como foi a instituição da Páscoa. “Chamou, pois, Moisés todos os anciãos de Israel e lhes disse: Escolhei, e tomai cordeiros segundo as vossas famílias, e imolai a Páscoa. Tomai um molho de hissopo, molhai-o no sangue que estiver na bacia e marcai a verga da porta e suas ombreiras com o sangue que estiver na bacia; nenhum de vós saia da porta da sua casa até pela manhã. Porque o SENHOR passará para ferir os egípcios; quando vir, porém, o sangue na verga da porta e em ambas as ombreiras, passará o SENHOR aquela porta e não permitirá ao Destruidor que entre em vossas casas, para vos ferir. Guardai, pois, isto por estatuto para vós outros e para vossos filhos, para sempre. E, uma vez dentro na terra que o SENHOR vos dará, como tem dito, observai este rito. Quando vossos filhos vos perguntarem: Que rito é este? Respondereis: É o sacrifício da Páscoa ao SENHOR, que passou por cima das casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu os egípcios e livrou as nossas casas. Então, o povo se inclinou e adorou. E foram os filhos de Israel e fizeram isso; como o SENHOR ordenara a Moisés e a Arão, assim fizeram.”

Quando Jesus veio ao mundo enviado por Deus (Gálatas 4.4: “vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei,”), aconteceu o mesmo que tinha acontecido com Moisés que tinha sido enviado ao povo hebreu escravizado no Egito. Jesus, foi apresentado: “No dia seguinte, viu João a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (Evangelho de João 1.29). Assim, Jesus foi identificado com o cordeiro da “Páscoa judaica”, que como aquele do Antigo Testamento, foi morto para dar e preservar a vida de quem crer nele. “De fato, a vontade de meu Pai é que todo homem que vir o Filho e nele crer tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia.” (João 6.40). Portanto, podemos declarar sem dúvida que Jesus é a nossa própria páscoa.

Em Mateus 26.17 começa a ser narrada a celebração da última páscoa em que Jesus participou com Seus discípulos e a partir do verso 26 lemos a instituição da Santa Ceia, ou Eucaristia, pelo Senhor Jesus, oferecendo sua vida, simbolicamente representada pelo pão (sua carne) e pelo vinho (seu sangue), que Ele derramaria no calvário para remissão dos pecados de muitos. A Páscoa cristã, em verdade, é celebrada no coração de cada cristão, que oferece a Deus sua própria vida, salva pelo Cordeiro Divino, que tem em si mesmo, vida eterna, podendo assim, ser o cordeiro de toda família humana. A Páscoa Cristã, então, é o tempo em que nos lembramos vividamente da morte e ressurreição do Cordeiro Santo de Deus, Jesus Cristo, o que fazemos a cada vez que nos reunimos no entorno da Mesa do Senhor e a cada ano, no tempo da Páscoa. Assim, a Páscoa cristã e judaica são a mesma, instituída pelo mesmo Deus, com a mesma finalidade. A diferença é que a judaica prefigura a cristã, onde o cordeiro é substituído pelo próprio “Cordeiro de Deus”, Jesus na Páscoa Cristã. Por essa razão, os cristãos estão livres de toda a ritualística da Páscoa dos hebreus, pois o que era símbolo já se tornou real.

Entretanto, o mundo tem criado suas próprias “páscoas”. Assim, existe a “páscoa” dos coelhos, a “páscoa” dos ovos de chocolates, que em nada lembram a salvação da qual Deus nos tem feito dignos e que certamente vão desviar nosso pensamento do verdadeiro sentido da Páscoa, não nos deixando ver que estamos perdidos, necessitados de alguém que nos substitua na morte. Há apenas a alegre festa dos chocolates, onde tudo parece estar muito bem, ninguém com pecados a resgatar, ninguém necessitado de um Salvador, mas apenas aguardando uma festa totalmente secularizada, sem mais vínculo com o cristianismo. Na Páscoa Judaica, eles devem estar vestidos como quem está pronto para viajar, conscientes de que não estão em sua terra, mas partem em busca de uma nova pátria, a terra prometida. Na Páscoa Cristã, quando temos recebido Jesus como nosso Cordeiro Pascal, temos que estar conscientes de que também somos peregrinos, apenas de passagem por esta terra, e aguardamos novos céus e nova terra. “Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe.” (Apocalipse 21.1); “Amados, exorto-vos, como peregrinos e forasteiros que sois, a vos absterdes das paixões carnais, que fazem guerra contra a alma.” (1 Pedro 2.11)

 
 
 

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