BEM-AVENTURANÇA NA VIDA CRISTÃ
- 27 de mar. de 2017
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“Sem mim nada podeis fazer” – João 15.5
Não são poucos os cristãos que tentam, em vão, correr a jornada fé segundo suas próprias forças, inteligência ou méritos alcançados por muito esforço e dedicação. Depois de um certo tempo, os mesmos percebem que não são capazes de realizar a menor tarefa da vida cristã, se não estiverem capacitados, por Deus, para o desempenho de tal obra. Sem a força e o poder que emanam de Cristo, e de Seu Espírito, nada poderão fazer.
Jesus em sua conversa final com os discípulos, antes de seu aprisionamento no Getsêmani e posterior crucificação, entre as suas diversas orientações, se revelou como sendo a Videira Verdadeira (João 15.1). A Videira de Israel que havia sido legitimamente plantada por Seu Pai (Deus, o agricultor). Jesus vai explicar aos seus discípulos que para serem bem-sucedidos, ou seja, para trilharem bem a jornada da Fé, deveriam permanecer ligados a Ele (Jesus). Assim como a videira tem os seus ramos; e os ramos, alimentados e nutridos pela sua seiva, produzem os seus frutos, os discípulos de Jesus só poderiam “frutificar” se o seu relacionamento com Cristo permanecesse intacto (conforme João 15.4,5). Assim sendo, somente quando o relacionamento com Cristo permanece intacto, é que os cristãos se revelam saudáveis e produtivos.
O grande pregador batista, Charles Haddon Spurgeon, numa pastoral sobre esse assunto, escreveu o seguinte: “Crente, você não é suficiente para nada! Sem a graça de Deus, não pode fazer coisa alguma. Nossa força é fraqueza – fraqueza até para as coisas pequenas. Fraqueza para as situações fáceis, bem como para as complexas; fraqueza nas gotas de tristeza, como também nos oceanos de aflição. Aprenda bem o que o nosso Senhor disse aos seus discípulos: Sem mim nada podeis fazer” (“As Coisas Pequenas”, publicada na revista Fé para Hoje, nº28, página 19, ano 2006).
John MacArthur, em sua Bíblia de Estudo, teceu o seguinte comentário sobre o assunto em questão: “O fruto ou evidência de salvação é a continuidade no serviço a Cristo e no seu ensino (...) O crente que permanece é o único crente legítimo. Permanecer e crer na verdade tratam da mesma questão da salvação genuína” (Bíblia de Estudo MacArthur, nota de rodapé da página 1419). Essa permanência com e em Cristo até o fim de todas as coisas, é chamada, na Teologia Reformada, de a Doutrina da Perseverança dos Santos. Em poucas palavras, essa doutrina ensina que os que perseveram até o fim, são aqueles que foram salvos e ligados, irreversivelmente, a Cristo. Os mesmos poderão passar por momentos de esfriamento espiritual ou desânimo momentâneo, mas sempre terão a sua fé reanimada por Cristo, pelo poder de Seu Santo Espírito e, fortalecidos, continuarão a batalhar pela Fé que uma vez lhes foi entregue (Judas 3).
Pedro em sua segunda carta, vai exortar os crentes a “confirmar a vossa vocação e eleição” em Cristo Jesus (2 Pedro 1.10) Paulo em sua segunda carta aos crentes em Corínto, também vai fazer um apelo semelhante: “Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não reconheceis que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados” (2 Coríntios 13.5).
Encerramos essa palavra com algumas perguntas: Você tem convicção de que está, verdadeiramente, ligado a Cristo? Você tem prazer e alegria em Seu ensino e tem procurado caminhar de conformidade com os mesmos? Como tem sido a sua vida cristã? Tem sido frutífera para a glória de Deus?

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