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UMA GLÓRIA NADA COMUM

  • 17 de fev. de 2017
  • 3 min de leitura

Este texto foi publicado como devocional do mês de fevereiro de 2017 de Box95, um clube de assinatura de literatura cristã. Saiba mais no Site ou no Facebook.

Em ano de comemorações do 500º aniversário da Reforma, certamente ouviremos várias vezes a repetição dos “solas”. O Soli Deo Gloria não será esquecido este ano: pelo menos de ser falado. Mas precisamos repensar se a glória que dizemos pertencer a Deus é de fato reconhecida como dele. Nossos dias são perigosos, e aquilo que falamos pode não traduzir o que somos e pensamos.

A interessante obra de John Piper que traz por título “Uma glória peculiar” (Editora Fiel) pode nos ajudar a pensar nisso. Começando pelo fato de a glória já ser algo peculiar e de difícil encerramento em definições simples, por qual razão acrescer o “peculiar”? Como entendemos nessa obra, a primeira coisa sobre a qual temos que nos debruçar é sobre a palavra revelada de Deus, exatamente onde ele diz que a glória pertence a ele: ali encontramos a revelação de um Deus totalmente glorioso, o que é endossado pelo fato de sabermos que a Bíblia é absolutamente verdadeira.

Quando olhamos para a Escritura com a percepção da cognição e da fé na convicção plena de que ela é a expressão dos desejos e sentimentos – se assim pudermos dizer – do verdadeiro Deus, e não das experiências falhas dos homens que viveram em busca dele, estaremos convencidos da total veracidade, o que é amalgamado pela ação inequívoca do Espírito Santo ao nos iluminar a busca e a compreensão da verdade divina.

Assim fazendo, conseguimos observar aquilo que Deus fala de si, aquilo que ele revela do seu ser para nós: não a completude de si mesmo, mas a mínima parte necessária para que compreendamos aquilo de seu ser santo que é imprescindível para termos relação com ele a ponto de sermos seus filhos. Foi assim que a glória de Deus – totalmente peculiar – tornou-se um dos elementos mais distintivos de Deus ao longo da Escritura: é por manifestar a sua glória que ele se torna quase palpável e quase visível no Antigo Testamento. O povo crente daquele tempo presenciava a manifestação de sua glória de forma diferente da que os demais povos imaginavam a manifestação de suas divindades, que lhes traziam medo e pavor, que recebiam suas oferendas, mas jamais se mostravam, muito menos transpareciam a sua imaginada glória.

O Novo Testamento enfatiza a glória de Deus, ainda mais intensamente peculiar, brotando no íntimo regenerado como demonstração da presença de um Deus soberano e infinito que resolveu habitar tabernáculos finitos e passageiros como nós. É claro que os milagres, ressurreições e manifestações compõem em parte a manifestação dessa maravilhosa graça de Deus, mas a grande ênfase aponta para corações regenerados e para o final de tudo, quando a glória deixará de ser manifestada para a vermos, sentirmos ou por ela crermos e será transformada na concretude para a vivermos pela eternidade.

Quando Deus resolveu falar conosco, ele o fez de forma a que pudéssemos compreender sua mensagem. Para que isso fosse acertado, e ele resolveu fazer isso através de pessoas, para que outras pessoas entendessem a mensagem. Mas a informação dada não é dessas pessoas, mas de Deus, por inspiração direta. Jesus utilizou a mesma Bíblia (a parte do Antigo Testamento) como recurso de suas falas e da verdade que divulgava por onde quer que andasse, e nós precisamos fazer o mesmo. Ora, se Jesus cria e utilizava esses textos, por quais razões tantos os questionam? Quando Jesus operava milagres e aplicava suas ministrações peculiares aos homens de seu tempo encarnado, ele na verdade apontava para glória de Deus Pai e demonstrava, com isso, a veracidade da Escritura.

Nosso tempo pode ser tempo de engano e enfado, em que muitos podem pensar que ações sobrenaturais continuam sendo a única forma de demonstrar a verdade de Deus e da Escritura. Ocorre que não. Sem entrar na discussão da continuidade ou não dessa realidade, o fato é que a cristandade aceita que Jesus Cristo é a verdade que foi revelada a nós nas páginas da Bíblia, mais claramente após a narrativa dos evangelhos. Jesus aponta para Deus e para sua glória. Jesus, e não mais as manifestações, é a comprovação da verdade e a manifestação única da glória de Deus. Ver Jesus é ver Deus. Ver a glória de Deus passa por ver Jesus. Ver a eternidade passa por ver Jesus preso num corpo encarnado e temporal. Ver a coroa passa por ver os espinhos. Ver o trono de majestade passa por ver a vergonha da cruz.

 
 
 

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