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A EPIFANIA DO SENHOR

  • 6 de jan. de 2017
  • 3 min de leitura

“Depois de ouvirem o rei, eles seguiram o seu caminho, e a estrela que tinham visto no Oriente foi adiante deles, até que finalmente parou sobre o lugar onde estava o menino. Quando tornaram a ver a estrela, encheram-se de júbilo. Ao entrarem na casa, viram o menino com Maria, sua mãe, e, prostrando-se, o adoraram. Então abriram os seus tesouros e lhe deram presentes: ouro, incenso e mirra.” (Mateus 2.9-11)

Epifania: palavra de origem grega (epipháneia,as) que quer dizer as 'aparição, manifestação' e que no calendário cristão do Ocidente marca a comemoração do episódio dos Magos que, vindos do Oriente, encontraram e adoraram ao Senhor Jesus. Assim, a data é festejada como a ocasião da primeira manifestação de Cristo aos gentios. Comemora-se dois domingos após o Natal. No protestantismo, boa parte das igrejas reformadas tem a lembrança dessa data. Mas o que vem a ser isso? Algo sagrado? Não: uma lembrança que se segue à lembrança do nascimento de Jesus (Natal) que, por sua vez, se segue à lembrança de que o mundo jazia em trevas e que a promessa da luz de Deus se fez encarnada (Advento). Por isso, mais importante que comemorar datas, é necessário manter em nós a firme lembrança dos atos de misericórdia e graça de Deus para conosco.

Quando comemoramos a Epifania, a mais rica lembrança que temos em nossa mente é que a salvação não está restringida a uma etnia ou a uma coletividade humanamente estabelecida, mas aprouve ao Senhor Deus que a sua Igreja tivesse características universais, em que judeus e gregos não têm mais distinção perante Deus. Diz Paulo: “Porquanto a Escritura diz: Todo aquele que nele crê não será confundido. Pois não há distinção entre judeu e grego, uma vez que o mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que o invocam. Porque: Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.” (Romanos 10.11-13). E mais, diz também: “Mas, tendo vindo a fé, já não permanecemos subordinados ao aio. Pois todos vós sois filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus; porque todos quantos fostes batizados em Cristo de Cristo vos revestistes. Dessarte, não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. E, se sois de Cristo, também sois descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa.” (Gálatas 3.25-29). Os gentios, antes impuros e afastados de Deus pelas restrições temporais, agora recebem a revelação de Cristo, o Senhor que salva todo aquele que nele crê (cf. João 3.15-16). Esse é o mistério revelado sobre o qual o mesmo apóstolo Paulo fala repetidas vezes ao longo da Epístola aos Efésios: Cristo Jesus revelado para a salvação dos eleitos de toda procedência!

Desde o século IV da Era Cristã se tem notícia de comemorações da Epifania, que tinha caráter mais amplo: comemorava toda a manifestação de Cristo, o que incluía a encarnação, o batismo, a visita dos magos, a infância, enfim, tudo que representasse manifestação pública de Cristo. Com o tempo, passa-se a comemorar particularmente a encarnação e a manifestação pública a todos os povos, o que se deu pela aproximação dos magos orientais. Afastados de Cristo, os impenitentes dentre o povo judeu e dentre os demais povos tiveram acesso a Ele quando o véu se rasgou de cima a baixo (cf. Marcos 15.38; Lucas 23.45), tornando exposta a glória de Deus e demonstrando ao mundo o seu amor pelas almas dos eleitos que precisavam ter o conhecimento da pessoa do Salvador. Os átrios perdem seu sentido, a divisão termina, o habitáculo de Deus se transfere de um templo feito por mãos humanas para um coração refeito de pedra em carne pelo poder da mensagem da Cruz. Agora que Ele foi conhecido de todos nós, somos sua habitação, morada do Espírito Santo de Deus (cf. Efésios 2.22).

E, para nós, as celebrações do Natal terminam hoje... Portanto, que o dia em que comemoramos a manifestação de Cristo ao mundo como um todo, englobando judeus e gentios, seja um dia de lembranças das promessas divinas: que Deus nos permita viver com a firme persistência e perseverança nos seus caminhos e propósitos, desde os temporais até os eternos, para honra e glória dele mesmo! Que a luz do Salvador se faça conhecida de todos os chamados pelo Senhor e que a notícia da salvação atinja todos os corações eleitos pelo Pai desde antes da fundação do mundo mediante a ação do Santo Espírito de Deus.

Soli Deo Gloria!

 
 
 

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