top of page

RECENT POSTS: 

  • Facebook Clean Grey

CONHECENDO DEUS DIREITINHO: Uma leitura simples do Credo Apostólico

  • 8 de nov. de 2016
  • 3 min de leitura

O Credo Apostólico

Creio em Deus Pai, Todo-poderoso criador do céu e da terra.

Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da Virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu ao Hades; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao céu; está assentado à mão direita de Deus Pai Todo-poderoso, de onde há de vir para julgar os vivos e os mortos.

Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja universal; na comunhão dos Santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.

A seguir você tem a leitura da Introdução do texto. Em breve você terá acesso aos meios de o adquirir. Veja:

O Credo Apostólico é o mais conhecido de todos os credos da tradição cristã, com autoria popularmente atribuída aos doze apóstolos, sendo que alguns mais entusiasmados sugerem que cada apóstolo teria redigido um dos artigos do Credo. Mas sua origem parece ser bem diferente: no início da Igreja, muitas fórmulas e confissões públicas eram utilizadas para oficiar o batismo dos novos cristãos e inseri-los na comunidade de fé, uma vez que os novos convertidos, além de conhecerem a Deus como Senhor, precisavam conhecer também as formas adequadas de servir e cultuar esse mesmo Deus. Essas confissões e fórmulas teriam originado o Credo ainda nos primeiros tempos da Igreja, talvez nos primeiros séculos, podendo ter sido um texto completado entre os séculos III e V, de acordo com Wayne Grudem (1999, p. 996). Alguns, no entanto, encontram base para afirmar que há indícios de um documento prévio e anterior ao Credo já no século II.

É possível que partes substanciais do texto sejam anteriores a isso, mas certamente o Credo Apostólico como o conhecemos hoje não data do tempo dos apóstolos de Cristo, o que nos deixa a indagação a respeito do nome. Antes, devemos pensar que o nome Credo dos Apóstolos ou Credo Apostólico refere-se ao fato de as definições e afirmações de fé ali existentes estarem de acordo com o ensino dos apóstolos de Cristo. Ou seja, o Credo, em sua essência, é uma fórmula doutrinária ou uma profissão de fé. Temos algumas variantes conhecidas do Credo Apostólico, ou partes sob forte e mútua influência, como o Credo de Atanásio de Alexandria (séc. III-IV), o Credo Bizantino (séc. IV), o Credo Egípcio (séc. IV), o Credo de Justino Mártir (séc. II), o Credo Niceno-Constantinopolitano (séc. IV), bem como escritos de vários irmãos do passado, como Inácio, Justino, Hipólito, Cipriano de Cartago, Novaciano de Roma, Orígenes e Agostinho, sempre com nítida preocupação de informar, formar e refletir a concordância da fé cristã na Igreja dos primeiros séculos.

O Credo Apostólico consta na redação final do Catecismo, anexado pela Assembleia de Westminster, não “como se houvesse sido composto pelos apóstolos, ou porque deva ser considerado Escritura canônica, mas por ser um breve resumo da fé cristã, por estar de acordo com a palavra de Deus, e por ser aceito desde a antiguidade pelas igrejas de Cristo.” Aliás, no item 4 do capítulo 7 de sua obra, temos a seguinte pergunta do autor: “Quais os credos da Igreja Primitiva em que fica ainda a herança comum da Igreja moderna?” Ao que ele responde, em breves descrições, mencionando o Credo dos Apóstolos, o Credo Niceno, o Credo Atanasiano e o Credo de Calcedônia (HODGE, 2001, p. 150).

Neste breve estudo, não pretendemos esmiuçar as particularidades do Credo, mas, partindo dele, apontar para o ser de Deus. Mesmo quando falarmos do Filho ou do Espírito Santo, da Igreja ou do porvir, nossa intenção será a mesma, ou seja, apontar para o Pai. Não será possível esgotar os temas do Credo em tão breve trabalho: apenas queremos nos animar na fé e entender um pouco mais do ser de Deus e de doutrinas que surgirão naturalmente enquanto o estudamos. Dessa forma, salvação, graça, perdão, santificação, vida eterna, comunhão e tantas outras doutrinas e verdades das Escrituras poderão passar diante de nossos olhos.

Lembrar-nos do Credo é nos lembrarmos de nossas bases de fé. Em dias de instabilidade e relativização, afirmar categoricamente que crê em algo é, pelo menos, pouco comum. Para crer, é preciso entender aquilo como verdade. Para crer na fé cristã como base de sua fé, é preciso crer que o cristianismo é a verdade de fé suficiente para o homem. Não porque seja uma religião melhor, mas porque é única: prega a única forma aceitável a Deus de se achegar a ele, que é através de Jesus Cristo, com a iluminação e condução do Espírito Santo.


 
 
 

Comentários


SIGA:

PROCURE POR TAGS: 

© 2014-2018 by Considerandum

  • b-facebook
bottom of page