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Fundamentos do diálogo entre ciência e religião

  • 3 de dez. de 2014
  • 12 min de leitura

George Camargo

Resenha de McGRATH, Alister E. Fundamentos do diálogo entre ciência e religião.Trad. Jaci Maraschin. São Paulo: Loyola, 2005. 312 pp. [Original em inglês: Science & religion: an introduction. Oxford: Blackwell, 1999].

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É interessante observar o debate acalorado entre ciência e religião. A eclosão de inúmeros congressos, de novos periódicos, de novos cursos acadêmicos e de vastas publicações científicas e populares dedicados à interface entre ciência e religião é uma tendência das últimas décadas. Neste contexto, o Papa João Paulo II promulgou a encíclica Fides et Ratio (Fé e Razão) em 14 de setembro de 1998. Além disto, há instituições que estimulam essa interface. Um bom exemplo é a Fundação John Templeton, que patrocina com altas cifras a promoção das “grandes questões da vida”. E um dos bons frutos deste investimento financeiro é a obra resenhada. Duas perguntas podem ser levantadas neste momento. Como um ministro do evangelho responde os recentes desafios científicos para sua comunidade? Seria prudente negligenciar essas questões? A finalidade da presente publicação é apresentar um livro-texto para um curso introdutório de ciência e teologia cristã elaborado por um teólogo/cientista sob a perspectiva “evangelical”. Alister Edgar McGrath nasceu em Belfast, na Irlanda do Norte, em 23 de janeiro de 1953. Na Universidade de Oxford, na Inglaterra, ele concluiu a graduação em química (1971-1975) e estudou teologia (Final Honour School of Theology, 1976-1978). Pelo Departamento de Bioquímica da mesma universidade, McGrath obteve o título de doutor em biofísica molecular (D.Phil. em 1977). Em 1976, na Universidade de Utrecht (Holanda), McGrath desenvolveu uma técnica pioneira para isolar proteínas. Nessa época, ele decidiu desenvolver uma “teologia científica”. Na Universidade de Cambridge, o ex-ateu Alister McGrath estudou teologia visando a ordenação (1978-1980). Em 1981, ele foi ordenado sacerdote anglicano no Southwell Minster (Nottingham, Inglaterra). Dois anos após sua ordenação, McGrath já lecionava doutrina cristã e ética no Wycliffe Hall, em Oxford. Foi assim que ele ingressou na área do ensino! Como um acadêmico prolífico, Alister McGrath tem inúmeros livros e artigos, inclusive alguns traduzidos para muitos idiomas: alemão, árabe, coreano, chinês (cantonês e mandarim), croata, espanhol, finlandês, holandês, húngaro, italiano, japonês, norueguês, persa, português, romeno, russo, sueco e vietnamita. No Brasil, podem ser encontrados pelo menos sete livros traduzidos para o português: (1) O Deus desconhecido (Loyola, 2001), (2) A vida de João Calvino (Cultura Cristã, 2004), (3) Teologia sistemática, histórica e filosófica: uma introdução à teologia cristã (Shedd, 2005), (4) Fundamentos do diálogo entre ciência e religião (Loyola, 2005), (5) Um vislumbre da face de Deus (Loyola, 2005), (6) O delírio de Dawkins: uma resposta ao fundamentalismo ateísta de Richard Dawkins (Mundo Cristão, 2007 – escrito com sua esposa Reva. Dra. Joanna Collicutt McGrath) e (7) Paixão pela verdade: a coerência intelectual do evangelicalismo (Shedd, 2007). A idéia da “teologia científica” foi desenvolvida inicialmente por meio de três livros: (1) The Genesis of Doctrine: a study in the foundations of doctrinal criticism (Oxford, 1990), (2) Thomas F. Torrance: an intellectual biography (T. & T. Clark, 1999) e (3) The Foundations of Dialogue in Science and Religion (Blackwell, 1998). No período de 2001 a 2003, foi publicada a trilogia do projeto A Scientific Theology com os subtítulos: Nature (T. & T. Clark, vol. I, 2001), Reality (T. & T. Clark, vol. II, 2002) e Theory (T. & T. Clark, vol. III, 2003). Para uma leitura introdutória desse projeto, recomenda-se o livro de McGrath - The Science of God: an introduction to scientific theology (Continuum, 2004). Em junho de 2006, Blackwell Publishing publicou mais uma obra do autor – The Order of Things: explorations in scientific theology (Blackwell, 2006). Fundamentos do Diálogo entre Ciência e Religião (FDCR) foi traduzido pelo professor e pastor anglicano Dr. Jaci Correia Maraschin, da Universidade Metodista de São Paulo (UMESP). Os direitos autorais pertencem a Edições Loyola, que publicou essa obra em 2005. FDCR foi traduzida do original inglês Science & Religion: an introduction (Blackwell, 1999) e não do livro The Foundations of Dialogue in Science and Religion (Blackwell, 1998), como muitos poderiam imaginar. De acordo com Alister McGrath, “este livro [FDCR] tem a finalidade de introduzir os leitores em alguns dos principais temas de estudo da ciência e da religião” (p. 11). McGrath escreveu FDCR devido à observação de duas tendências hodiernas: o oferecimento de cursos sobre o relacionamento entre ciência e religião nas escolas, nos seminários e nas universidades (p. 9) e a grande circulação de publicações sobre “Deus e física”, “espiritualidade e ciência” e “mistério da natureza e do destino humano” (p. 9). As duas tendências observadas por McGrath também acontecem no Brasil! Como conseqüência desse fenômeno, tem sido publicadas monografias, dissertações, teses, livros1 e publicações em periódicos com pressupostos cristãos ou não-cristãos,2 nas mais diversas correntes filosóficas, teológicas ou científicas, visando contribuir para os estudos da interface entre ciência e religião no Brasil. Para o leitor entender a interação entre a ciência e a “religião”, Alister McGrath identifica e desenvolve três marcos históricos no seu primeiro capítulo. Esses marcos são: (1) os debates astronômicos (p. 19-29), (2) o surgimento da visão newtoniana de mundo (p. 30-35) e (3) a controvérsia darwinista (p. 35-41). Nesse primeiro momento, é estranho o autor não mencionar nada sobre a teoria da relatividade e a física quântica. No entanto, há uma questão fundamental: as raízes da ciência moderna estão na Idade Média ou não? Para Alexandre Koyré, a ciência clássica do século 17 não era de modo algum uma continuação da física medieval. Alister McGrath não concorda com a linha de pensamento adotada por Koyré! Ele compartilha do mesmo pensamento do historiador da ciência Edward Grant: “as origens da revolução científica [dos séculos 16 e 17] remontam à Idade Média” (p. 13-14). McGrath, ainda no primeiro capítulo, afirma: “em certo sentido, a história da teologia cristã pode ser entendida como a história da interpretação bíblica” (p. 15). Portanto, são abordadas a interpretação bíblica no período patrístico (i.e. as escolas de Antioquia e de Alexandria) e medieval (i.e. o uso da Quadriga) e a idéia de “acomodação”. Deve-se lembrar que uma característica fundamental da escolástica cristã medieval é o problema hermenêutico, ou seja, “a verdade está dada na revelação (...) o que falta é compreender essa verdade”.3 Eis aí o ponto de tensão do debate entre fé e razão! Como conseqüência desse fato, a Escritura Sagrada serviu para ser a mãe de muitas heresias por extremistas do lado da religião e do lado da ciência. Levanta-se uma outra questão: A religião estimulou ou impediu o desenvolvimento das ciências naturais? (p. 43). A resposta é o assunto principal do segundo capítulo. Nota-se que a pergunta é caracterizada por conceitos até então não definidos! O que é religião? Qual religião? O que são as ciências naturais? É sempre de bom alvitre em um trabalho definir os vernáculos polissêmicos e delimitar a área de estudo para não comprometer a pesquisa. A partir do capítulo 2, todo termo é definido no livro, exceto o verbete “dispensacionalismo pré-milenista” (p. 60). Acerca do verbete “religião”, Alister McGrath reconhece “(...) definir o termo ‘religião’ é mais difícil do que se pensa” (p. 46). Sendo assim, ele evita o reducionismo e apresenta aos seus leitores uma proposta metodológica.

É consideravelmente mais produtivo e valioso comparar as religiões particulares (como o cristianismo e o islamismo) segundo a maneira como se relacionam com as ciências naturais. Entretanto, convém apreciar as importantes variações existentes no âmbito das religiões (p. 46).

Em seguida, McGrath discorre acerca de quatro “posições intelectuais” (p. 46) que são frutos das variedades teológicas no interior da religião cristã. O título FDCR parece pressupor o diálogo entre ciência e religião em um conceito generalizado. Todavia, não é isso o que acontece. Há uma delimitação do termo “religião” a uma exposição de quatro pontos de vista da religião cristã. As quatro “posições intelectuais” comparadas são: o “protestantismo liberal” (p. 47-51), o “modernismo” (p. 51-55), a “neo-ortodoxia” (p. 55-57) e o “evangelicalismo” (p. 58-61). Dentre estas posições, McGrath se identifica com o evangelicalismo. O leitor mais atento das obras de McGrath verificará uma semelhança entre os textos dos livros FDCR e Teologia sistemática, histórica e filosófica4 (TSHF). Por exemplo, “protestantismo liberal” (TSHF, p. 138-141), “modernismo” (TSHF, p. 141-144), “neo-ortodoxia” (TSHF, p. 144-145) e “evangelicalismo” (TSHF, p. 159-161). Nota-se em FDCR que os “movimentos pós-Reforma” (TSHF, p. 112-119), como, por exemplo, a “ortodoxia protestante” (TSHF, p. 112-116) e o “puritanismo” (TSHF, p. 117-118), não foram mencionados como contribuições para o diálogo entre o cristianismo e as ciências naturais. Já nas obras5 de Kuyper e de Hooykaas há uma forte ênfase na ortodoxia reformada e no puritanismo como um veículo para o desenvolvimento da ciência moderna. Para Richard Muller, existe uma linha clara e contínua entre o pensamento de Calvino e dos calvinistas posteriores. Ainda nesse capítulo, McGrath oferece os “modelos de interação entre ciência e religião” (p. 62-69). Esses modelos serão comentados na exposição do capítulo 7. Em seguida, McGrath enumera alguns fatores negativos (e.g. “conservadorismo da religião tradicional” – p. 69-70) e positivos (“estudar a natureza é estudar Deus” – p. 71-72) da religião cristã no avanço científico. O objetivo do capítulo 3 é “tratar de temas importantes para a filosofia da ciência a fim de explorar sua importância no campo religioso” (p. 78). Alister McGrath apresenta um capítulo sintético, mas com coerência e clareza. São explanados os seguintes temas: “racionalismo e empirismo” (p. 78-81), “realismo e idealismo” (p. 84-89), a “tese de Duhem-Quine” (p. 89-94), o “positivismo lógico” (Círculo de Viena - p. 94-99), a crítica de Popper (a falsificação – p. 100-104), a idéia de “paradigma” em Kuhn (p. 105-109) e o pensamento de Michael Polanyi acerca do conhecimento e compromisso (p. 109-112). É interessante notar a relação elaborada em FDCR entre o “realismo crítico” (p. 88) e as questões relacionadas à filosofia da religião, como, por exemplo: “se Deus foi construído pela mente humana ou se existe independente dela” (p. 89). No final desse capítulo, McGrath recomenda vinte e quatro leituras (artigos e livros) de excelente nível acadêmico (cf. p. 112-113). No entanto, há poucas referências às fontes primárias dos filósofos mencionados nesse brilhante capítulo. Não são citadas nas “leituras recomendadas” (p.112-113) as obras de Descartes, Leibniz, Berkeley, Hume, Kant, Hegel, Popper e Kuhn, exceto o livro Personal Knowledge: towards a post-critical philosophy [Conhecimento pessoal: rumo a uma filosofia pós-crítica], de Michael Polanyi (1891-1976). A finalidade do capítulo 4 é “explorar os modos como os resultados alcançados pelas ciências naturais têm implicações para a filosofia da religião” (p. 115). Apresentam-se os argumentos em favor da existência de Deus referentes à compreensão científica do mundo. McGrath descreve os argumentos filosóficos clássicos em favor da existência de Deus propostos por Anselmo de Cantuária (“argumento ontológico”, p. 116-119 ou TSHF, p. 291-293) e por Tomás de Aquino nas suas “cinco vias” (p. 119-123 ou TSHF, p. 294-297). As críticas de Gaunilo em relação ao argumento de Anselmo e de Duns Escoto e Guilherme de Ockham a Tomás de Aquino são apresentadas com clareza. Na concepção de Alister McGrath, atualmente “há três categorias de argumentos em favor da existência de Deus importantes para a relação da religião com a ciência” (p. 123), ou seja, os argumentos “cosmológico” (p. 123-125 ou TSHF, p. 297-298), “kalam” (p. 125-127 ou TSHF, p. 298-300) e “teleológico” (p. 128-132 ou TSHF, p. 300-303). Observe-se que McGrath separa o “argumento cosmológico” do “argumento cosmológico de kalam”, defendido nas publicações de William Lane Craig. Em seguida, são mencionadas, com muita propriedade, três concepções da ação de Deus no mundo: o “deísmo: Deus age por meio das leis da natureza” (p. 132-133), o “tomismo: Deus age por meio de agentes secundários” (p. 134-135) e a “teologia do processo: Deus age por meio de persuasão” (p. 135-138). Uma comparação entre os pressupostos da teologia clássica (e.g. Tomás de Aquino) e da teologia do processo (e.g. Charles Hartshorne) é apresentada em uma tabela no final do capítulo 4 para facilitar a visualização dos contrastes existentes entre as duas concepções. Uma vez apresentados os argumentos em favor da existência de Deus, no capítulo 5 McGrath vai “examinar os contornos básicos da idéia religiosa de ‘criação’ a partir, especialmente, das afirmações cristãs (...)” (p.143). Ele desenvolve uma relação muito pertinente entre os conceitos de “ordem do mundo”, “retidão” e “verdade” (p. 145), contidos no Antigo Testamento, com a idéia de “criação ordenada” como fundamento cosmológico (p. 144). Apresenta-se uma síntese histórica da concepção da doutrina da criação enumerando três modelos: “emanação” (p. 148), “construção” (p. 148-149) e “expressão artística” (p. 149-150). Em seguida, são destacados três pontos para o debate atual entre a religião cristã e as ciências naturais: “criação e tempo” (p. 150-152), “criação e ecologia” (p. 152-156) e “criação e leis da natureza” (p.156-161). Apesar deste capítulo ser uma sinopse, em nenhum momento a abordagem é superficial ou simplista. O capítulo a seguir conjuga-se com este por meio de uma pergunta. Este recurso é um excelente encadeamento, pois mantém a coesão textual entre os capítulos e desperta o interesse do leitor pelo tema abordado. Pode-se conhecer Deus por meio da natureza?” (p. 163). Para Alister McGrath: sim! Eis o aspecto comum entre as religiões e as ciências naturais – a “natureza” (p. 163). Este é o tema do capítulo 6. É neste sentido que é importante elaborar “uma crença religiosa, fundamentada na doutrina da criação, que afirma a possibilidade do conhecimento de Deus a partir do estudo da natureza” (p. 163), ou seja, a definição de “teologia natural” nas palavras de McGrath. Infelizmente, alguns pesquisadores desmerecem as idéias dos oponentes e falsificam e ajustam os “fatos” numa linha de pesquisa para validar uma tese. Isto McGrath não faz! Ele até menciona um resumo das objeções teológicas (p. 164-168 ou TSHF, p. 260-263) e das objeções filosóficas (p. 168-170 ou TSHF, p. 264-265) acerca da teologia natural. Ele também enumera três abordagens cristãs em prol da teologia natural: “apelo à razão” (p. 171 ou TSHF, p. 258-259), “apelo à ordem do mundo” (p. 171-172 ou TSHF, p. 259) e “apelo à beleza da criação” (p. 173-176 ou TSHF, p. 259-260). Para finalizar esse capítulo, ele discorre acerca da “teologia natural e teologia revelada” (p. 176-179) desdobrando na “tradição dos dois livros” (p. 178), ou seja, “a idéia do ‘livro da natureza’ que complementa o ‘livro das Escrituras’” (p. 178). Alister McGrath descreve os “modelos e analogias em ciência e religião” no capítulo 7 e em uma parte do final do capítulo 2, sob o título “modelos de interação entre ciência e religião” (p. 62-69). A idéia de classificar o relacionamento entre ciência e religião não é nova. Em 1990, Ian Barbour já tinha proposto uma tipologia quádrupla: (1) conflito, (2) independência, (3) diálogo e (4) integração. Em 1995, John Haught apresentou uma outra classificação com finalidade de ser um recurso mnemônico. Já Ted Peters elaborou uma classificação óctupla! No capítulo 2, McGrath introduz a sua classificação dupla: “modelo em confronto” (p. 62-67 – i.e. conflito para Barbour) e “modelo de diálogo” (p. 67-69). A subdivisão do “modelo de diálogo” de Alister McGrath é “ciência e religião são convergentes” (p. 67-68 – i.e. diálogo e integração para Barbour) e “ciência e religião são distintas” (p. 68-69 – i.e. independência para Barbour). As descrições de “analogias”, “modelos” e “metáforas” são tratadas minuciosamente entre os campos da religião e da ciência, assim como o “conceito de complementaridade”. Essas construções servem para os debates acerca das questões de física e cosmologia (Big Bang e princípio antrópico), de biologia (darwinismo, neodarwinismo e teísmo evolutivo) e de psicologia (as idéias de Ludwig Feuerbach, William James e Sigmund Freud) apresentadas no capítulo a seguir. No último capítulo, McGrath apresenta um “breve apanhado do pensamento de sete importantes pensadores do século XX relevantes para a compreensão de nosso tema” (p. 257). São eles: Arthur Robert Peacocke (1924-2006), Charles Alfred Coulson (1910-1974), Ian Graeme Barbour (n. 1923), John Charles Polkinghorne (n. 1930), Pierre Teilhard de Chardin (1881-1955), Thomas Forsyth Torrance (n. 1913) e Wolfhart Pannenberg (n. 1928).

FDCR apresenta poucos erros de impressão – e.g. “suuplementar” (p. 15), “relizou” (p. 20 e p. 21), “Issac Newton” (p. 35), “própios” (p. 78) e outros. Na página 81, recomenda-se a seguinte redação: “quando pensamos num triângulo pensamos que [a soma de] seus três ângulos [internos] são iguais a dois ângulos retos”. Dessa maneira, a oração fica mais coerente com a intenção de Descartes citada na mesma página. Outra sugestão é mencionar os dados bibliográficos das citações diretas para futuras consultas. Infelizmente, há uma informação equivocada no livro de McGrath: “... o astrônomo J.E. Bode (1747-1826) descobria o planetóide Ceres (...) entre Marte e Júpiter” (p. 82). Na verdade, a lei de Titius-Bode (1772) preconizava a existência de um planeta entre Marte e Júpiter. Porém, a descoberta acidental do planeta anão Ceres, no dia 1° de janeiro de 1801, é atribuída ao astrônomo Giuseppe Piazzi (1746-1826) e não a Johann Elert Bode. Todavia essas observações não invalidam o trabalho de Alister McGrath. Para todos aqueles interessados em conhecer o diálogo entre ciência e religião, FDCR é leitura obrigatória!


1 As editoras reformadas brasileiras também estão publicando esses materiais (e.g. BYL, John. Deus e cosmos: um conceito cristão do tempo, do espaço e do universo. São Paulo: Publicações Evangélicas Selecionadas, 2001, e PEARCEY, Nancy; THAXTON, Charles B. A alma da ciência: fé cristã e filosofia natural. São Paulo: Cultura Cristã, 2005). 2 cf. GOMES, Davi C. Fides et scientia: indo além da discussão de “fatos”. Fides Reformata, vol. II, n° 2 (julho–dezembro de 1997), p. 129-146; SANTOS, George C. dos. Resenha do livro BYL, John. Deus e cosmos: um conceito cristão do tempo, do espaço e do universo. Fides Reformata, vol. IX, n° 1 (janeiro–junho de 2005), p. 139-144 e SANTOS, Valdeci da Silva. Resenha do livro PEARCEY, Nancy; THAXTON, Charles. A alma da ciência: fé cristã e filosofia natural. Fides Reformata, vol. XI, n° 1 (janeiro–junho de 2006), p. 141-145. 3 COSTA, José Silveira da. A escolástica cristã medieval. Rio de Janeiro: [s/e], 2002, p. 11.

4 cf. McGRATH, Alister E. Teologia sistemática, histórica e filosófica: uma introdução à teologia cristã. São Paulo: Shedd Publicações, 2005. 5 cf. KUYPER, Abraham. Calvinismo e Ciência. In: Calvinismo. São Paulo: Cultura Cristã, 2002, p. 117-147 e HOOYKAAS, R. A Ciência e a Reforma. In: A religião e o desenvolvimento da ciência moderna. Brasília: EdUnB, 1988, p. 127-193.


Também disponível em http://www.mackenzie.br/fileadmin/Mantenedora/CPAJ/revista/VOLUME_XII__2007__2/resenha_george.pdf

 
 
 

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